Na RW News de outubro de 2026, acompanhamos novas definições e indefinições da Reforma Tributária, ao mesmo tempo em que empresas precisam lidar com decisões importantes sobre enquadramento fiscal, crédito e regularização de débitos.
Também entram em pauta o avanço da dívida pública, a pressão dos juros sobre as companhias brasileiras, mudanças no comércio exterior e os reflexos do cenário econômico sobre câmbio e competitividade.
🧾 Alíquotas do Imposto Seletivo (IS) seguem sem definição
O governo decidiu deixar para depois das eleições a publicação da medida que deverá estabelecer as alíquotas do Imposto Seletivo, previsto para integrar o novo sistema tributário em 2027. A indefinição ocorre em uma etapa importante da regulamentação da Reforma Tributária.
O tributo alcançará categorias como veículos, bebidas alcoólicas e açucaradas, produtos fumígenos, bens minerais e determinadas atividades. Embora a LC nº 214/2025 já defina quais bens e serviços podem ser tributados, os percentuais ainda dependem de legislação específica.
O adiamento pode alterar o cronograma, já que a cobrança depende do cumprimento da noventena. Se o prazo não for respeitado, o imposto não poderá começar em 1º de janeiro de 2027.
📅 Simples Nacional terá dois prazos importantes em outubro
O calendário do Simples Nacional para 2027 foi alterado. Empresas que precisam solicitar ingresso ou permanência no regime terão até 15 de outubro, enquanto negócios já optantes que desejarem recolher IBS e CBS pelo modelo híbrido poderão registrar essa escolha até 30 de outubro.
Essa segunda alternativa permite que a empresa continue no Simples para os demais tributos, mas apure IBS e CBS separadamente. A decisão pode ser especialmente relevante para negócios B2B, porque altera a forma como os créditos dos novos tributos são aproveitados pelos clientes.
O novo calendário amplia o prazo para análise, mas exige avaliação do perfil da operação, da cadeia de clientes e dos impactos da escolha sobre preços, créditos e fluxo de caixa.
📉 Quase 1 em cada 4 empresas avaliadas apresenta perspectiva negativa
Cerca de 23% das empresas não financeiras avaliadas pela Moody’s no Brasil apresentavam perspectiva negativa para suas notas de crédito em setembro. Entre janeiro e setembro, a agência registrou 20 ações negativas envolvendo emissores brasileiros.
O cenário combina juros elevados, crédito caro e menor capacidade de geração de caixa. Quase um terço da dívida corporativa avaliada está atrelado a taxas flutuantes, mantendo parte relevante das obrigações empresariais diretamente exposta ao nível dos juros.
Para empresas mais alavancadas ou com vencimentos concentrados no curto prazo, o ambiente aumenta a importância do planejamento financeiro, da gestão de liquidez e das estratégias de refinanciamento.
📊 Dívida pública ultrapassa 80% do PIB e mantém cenário fiscal no radar
A dívida bruta brasileira já equivale a 82,9% do PIB, depois de passar de R$ 2,7 trilhões em 2013 para cerca de R$ 11 trilhões em agosto de 2026. Aproximadamente nove em cada dez reais das despesas federais, desconsiderando juros, já possuem destinação definida por lei.
Os juros estão entre os principais fatores de crescimento da dívida, e uma maior percepção de risco fiscal tende a elevar o custo de financiamento do governo. Esse movimento também afeta o setor privado, pressionando crédito, investimentos e decisões de expansão.
🥩 Carne brasileira passa a enfrentar tarifa de 67% na China
O Brasil atingiu a cota anual de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina destinada à China. Com o limite esgotado, os embarques que ultrapassarem a cota passam a sofrer sobretaxa de 55%, elevando a tarifa total de 12% para 67%.
A China é o principal destino da carne bovina brasileira, e o aumento da tarifa reduz a competitividade das exportações. O governo brasileiro pretende negociar com Pequim uma cota adicional ainda em 2026.
Enquanto isso, frigoríficos já vinham reduzindo os embarques desde julho para diminuir os impactos da sobretaxa.
💵 Dólar volta a ficar abaixo de R$ 5 após primeiro turno
O dólar caiu mais de 4% e voltou a ser negociado abaixo de R$ 5 após o primeiro turno das eleições. Segundo analistas ouvidos pela Forbes, o movimento refletiu uma mudança na percepção dos investidores sobre o cenário político e as perspectivas para a política fiscal a partir de 2027.
Apesar da reação expressiva, os fundamentos fiscais permaneceram inalterados. A trajetória da moeda continua condicionada ao segundo turno, às propostas econômicas apresentadas, à política fiscal, ao cenário internacional e ao comportamento das commodities.
Para empresas expostas ao câmbio, a volatilidade segue relevante para custos de importação, formação de preços, contratos e planejamento financeiro.
📢 Fique por dentro das mudanças: O cenário fiscal passa por ajustes rápidos e decisivos — no Brasil e no mundo. A RW News acompanha cada movimento para que empresários e gestores tomem decisões com clareza e vantagem competitiva.
