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Gestão Tributária
07/11/2025

Por que o setor de serviços será o mais desafiado pela Reforma Tributária?

A Reforma Tributária, regulamentada pela LC nº 214/2025, marca uma virada histórica no sistema fiscal brasileiro. Com a substituição de cinco tributos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) por um IVA dual, formado pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), o país entra em um novo momento de arrecadação de impostos.

Embora a promessa dessa nova era seja a simplificação, os efeitos práticos não serão uniformes entre os setores. Enquanto a indústria e o comércio tendem a se beneficiar da não cumulatividade plena e da tributação no destino, o setor de serviços, que representa cerca de 70% do PIB, deve enfrentar um aumento expressivo da carga efetiva, redução nas margens e novas exigências de adequação operacional e fiscal.

Este blog post irá abordar por que o setor será o mais impactado pela Reforma Tributária, quais são os desafios que precisam de atenção no momento e como as empresas podem se preparar para realizar essa transição com segurança e estratégia.

Tributação no destino: o novo eixo de complexidade

Um dos pilares da reforma é a tributação no destino, ou seja, o imposto passa a ser recolhido no local onde o serviço é realizado, e não mais onde ele é produzido ou prestado.

Essa mudança beneficia setores com ampla circulação de bens físicos, na qual  a cadeia de produção e distribuição tem operações em diversos estados. Para o setor de serviços, porém, a lógica é oposta: as operações são concentradas em grandes centros urbanos e, muitas vezes, os serviços são prestados na mesma localidade.

Empresas situadas em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte podem enfrentar perda de arrecadação local e aumento de complexidade operacional, especialmente para quem presta serviços em diferentes estados (porque a tributação é diferente em cada cidade e estado). 

Um exemplo de empresas que vão ser impactadas pela reforma são os modelos de negócio digitais, como plataformas de tecnologia, consultorias remotas e serviços de streaming, que terão de lidar com novas regras de origem e destino, repensando o sistema de faturamento, emissão de notas e recolhimento conforme o domicílio do tomador.

A adaptação tecnológica será obrigatória. Sistemas de ERP e emissão fiscal precisarão ser ajustados para identificar automaticamente a localização do consumo e calcular as alíquotas correspondentes. É uma mudança que exige investimento em tecnologia, compliance e capacitação contábil, sob pena de gerar erros de apuração e autuações.

Fim da cumulatividade e aumento da carga efetiva

Outro ponto estrutural é o fim dos regimes cumulativos de PIS e Cofins, que atualmente permitem alíquotas reduzidas de 3,65% – cumulativo, e 9,25% – não cumulativo. Com o novo modelo de IVA, essas bases serão substituídas por uma alíquota unificada estimada entre 25% e 27%, segundo o que foi apontado pelo governo federal.

Em teoria, a não cumulatividade plena compensaria esse aumento. Porém, o setor de serviços tem baixo aproveitamento de créditos tributários, já que sua estrutura de custos é majoritariamente composta por mão de obra, e os salários não geram crédito de IBS ou CBS.

Acontece que o prestador de serviço pagará a nova alíquota integral sobre o valor da receita, sem compensações significativas. Isso significa um salto efetivo de carga tributária, especialmente para empresas que hoje estão enquadradas no Lucro Real e Lucro Presumido

Entre os segmentos que devem sentir com mais força os efeitos da mudança estão educação privada, saúde privada, serviços contábeis, jurídicos e financeiros, tecnologia da informação e comunicação, engenharia, arquitetura, publicidade e eventos. 

Por outro lado, setores industriais e comerciais, que adquirem muitos insumos e possuem cadeia produtiva longa, tendem a se beneficiar com o novo sistema, já que poderão aproveitar mais créditos tributários e reduzir o peso efetivo da carga.

Os impactos, porém, variam conforme o segmento, refletindo diferenças na estrutura de custos, margem de lucro e possibilidade de aproveitamento de créditos tributários.

Menos incentivos, mais custos: o novo cenário tributário

A Reforma também marca o fim de regimes especiais e benefícios regionais. Incentivos fiscais concedidos por estados e municípios perdem força com a unificação das regras de IBS e CBS, o que tende a aumentar a carga efetiva de empresas que se beneficiam de isenções ou reduções locais.

Para empresas do Lucro Presumido, que representam boa parte do setor de serviços, o impacto é direto. A nova estrutura reduz a atratividade do regime, já que o imposto passa a incidir sobre o valor total da receita sem abatimentos relevantes. Além disso, a substituição dos tributos atuais altera a base de cálculo do IRPJ e da CSLL, exigindo reavaliação das margens e precificação.

Outro ponto relevante, é o aumento do custo de serviços terceirizados. Com a elevação da alíquota sobre prestadores, fornecedores de limpeza, manutenção, tecnologia e apoio administrativo devem reajustar preços — o que acaba refletindo em pressão no caixa dos negócios e nos custos operacionais das contratantes.

Essa alta pode levar parte das empresas a repassar valores ao consumidor final, reduzindo competitividade e contribuindo para efeitos de alta inflação em serviços essenciais.

Como o setor pode se preparar?

Diante de um cenário em que ocorrerão diversas mudanças (e que serão obrigatórias), antecipar-se é a melhor estratégia. A transição do sistema atual para o IVA dual inicia agora, em janeiro de 2026, e se estenderá até 2033, mas a preparação deve começar o mais rápido possível .

Veja as principais ações que empresas do setor de serviços podem adotar:

  • Reestruturar contratos e precificação

Revise cláusulas contratuais que tratam de tributos incidentes, reajustes e repasses. Em novos contratos é ideal prever cenários de variação tributária, evitando perda de margem ou conflitos com clientes. Além de ajustar a precificação, é essencial absorver custos sem comprometer a competitividade.

  • Realizar simulações de impacto

Simulações fiscais com base no faturamento atual ajudam a projetar o aumento  da carga tributária e avaliar alternativas de regime (Lucro Real, Presumido ou Simples Híbrido). Ferramentas de diagnóstico podem identificar pontos de crédito possíveis e gargalos de custo.

  • Reavaliar o regime tributário

Com o novo modelo de IVA, revisar o regime tributário se torna essencial para equilibrar custos e competitividade. A forma de apuração muda e, regimes hoje vantajosos, como o Lucro Presumido, podem perder eficiência. Avaliar alternativas, como o Lucro Real ou o Simples Nacional Híbrido, ajuda a aproveitar créditos, reduzir impactos e manter previsibilidade na nova era tributária.

  • Investir em tecnologia e compliance fiscal

Sistemas de gestão e faturamento precisarão estar alinhados às novas exigências do IVA. Investir em automação fiscal, ERP atualizado e capacitação contábil será muito importante para reduzir riscos de erro e manter conformidade fiscal do negócio.

  • Fortalecer o planejamento tributário

O novo cenário exige planejamento tributário contínuo. Empresas que mapearem oportunidades de crédito, ajustarem processos e simularem cenários de apuração estarão seguras para absorver as mudanças com menor impacto financeiro.

Planejar é questão de sobrevivência do seu negócio

A Reforma Tributária foi criada e planejada para simplificar o sistema, mas seus efeitos não serão neutros. Para o setor de serviços o desafio é duplo: manter rentabilidade e garantir competitividade em um ambiente tributário que será ainda mais exigente.

Empresas que deixarem o planejamento para última hora podem enfrentar aumento expressivo da carga efetiva, perda de clientes e risco financeiro. Por outro lado, aquelas que se anteciparem, simularem cenários e adotarem estratégias de redução estarão mais preparadas para transformar a mudança em oportunidade.

Na nova era tributária brasileira, planejar deixou de ser diferencial — tornou-se questão de sobrevivência.

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